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Rebeca Friedmann

Musicista e educadora musical. Licenciada em Música pela USP. Sua experiência artística contempla a música erudita, a brasileira e de outros países. No trabalho de criação e experimentação sonora desenvolve um caminho ímpar no violoncelo, mas também no uso da voz e de outros instrumentos.

Iniciou seus estudos com o piano quando criança, tendo passado por diversas escolas. Dentre elas destacam-se o Conservatório de Tatuí (violoncelo e piano) e a Universidade Livre de Música (violoncelo barroco com João Guilherme Figueiredo). Em Tatuí participou do grupo de música antiga “Loggia”, da “Orquestra Sinfônica Jovem” e da Orquestra Barroca de Câmara “Collegium Musicum”. Em São Paulo tocou em algumas orquestras, dentre elas: “Orquestra Jovem Tom Jobim” (sob a regência de Roberto Sion), “Orquestra de Câmara de Santana de Parnaíba” e “Sinfonieta Tucca Fortíssima” da série “Aprendiz de Maestro”, concertos didáticos para crianças realizados mensalmente na Sala São Paulo sob direção do maestro João Maurício Galindo (de 2011 a 2017). Na USP estudou violoncelo com Robert Sueltholz e desenvolveu práticas de canto coral como professora em parceria com o “Comunicantus”.

De 2009 a 2014 participou do grupo instrumental “Vintena Brasileira”, coordenado por André Marques (Hermeto Pascoal), com o qual gravou “Labirinto” (Funarte) e “Bituca”. Com o grupo já dividiu o palco com Hermeto Pascoal, Hamiltom de Holanda, Vinícius Dorin, Arismar do Espírito Santo e Nenê.

Desenvolveu um duo de cellos com Érica Beatriz Navarro de 2012 a 2017, com a orientação e músicas de Itiberê Zwarg (Hermeto Pascoal), na busca de uma linguagem brasileira para o violoncelo. O duo se apresentou na Casa do Núcleo (SP), no auditório da Biblioteca Nacional de Montevidéu (Uruguai), no Sesc Bertioga, Sesc Carmo, Sesc São José dos Campos, Casa de Cultura de Paraty entre outros espaços, e teve participação no show do “Hermeto Pascoal e Grupo” no Sesc Pinheiros e no “Itiberê Zwarg grupo” no programa Jazz na fábrica do Sesc Pompeia. A música, a pedagogia e o método de composição ao vivo de Itiberê inspiraram seu trabalho acadêmico: “Uma vivência prática e intuitiva a partir da pedagogia de Itiberê Zwarg”, apresentado no Fladem (Fórum Latino Americano de Educação Musical) em Montevidéo (2013) e na UFRJ (2015).

Trabalhou como violoncelista em diversas companhias de teatro, dentre as quais se destacam: “Teatro Oficina” de Zé Celso, Grupo “Esparrama” e “Os Satyros” (onde atuou também como arranjadora na peça “Pessoas Perfeitas” que ganhou APCA de melhor espetáculo em 2015).

Em 2016 realizou turnê na Índia, como convidada do “Trio Sonare”, apresentando-se no Nacional Centre for the Performing Arts em Mumbai e em Bhubaneswar (Odisha) em evento compartilhado com os mestres Prafulla Kar e Mahaprasad Kar, com os quais também esteve em curso sobre a música tradicional de Odisha – norte da Índia.

Em sua experiência como professora trabalhou em diversos contextos com as mais variadas idades, destaca-se o “Camp – Pinheiros” (SP) projeto de inclusão social para adolescentes, onde junto com dois colegas formou o curso de música, com aulas de coral e aulas coletivas de violão e cordas friccionadas, bem como a formação de uma orquestra.

Atualmente com o músico Fabiano Nunes, vem desenvolvendo um trabalho de músicas autorais, onde a dupla passeia por diversos instrumentos, pela voz e estilos musicais pertencentes a trajetória de ambos.